Ginecologia Geral

Exames Ginecológicos:

Todas as mulherem devem ter por hábito fazer esses exames que podem salvar vidas. Abaixo, aqueles que precisam ser realizados, no mínimo, uma vez ao ano, a partir da primeira relação sexual:
-Ultrassom pélvico
-Papanicolau
-Rastreamento infeccioso
-Colposcopia
-Citologia e microflora vaginais
-Mamografia

Papanicolau:

O exame preventivo feminino, ou simplesmente teste de Papanicolau, é um exame ginecológico, realizado como prevenção ao câncer do colo do útero (principalmente causado pelo papilomavírus humano, ou HPV).

O exame preventivo é geralmente indolor, simples e rápido (dura apenas alguns minutos). Pode causar um pequeno desconforto que pode ser diminuído se a mulher for capaz de relaxar e se o exame for realizado de forma delicada e com técnica adequada.
Inicialmente, o médico inspeciona visualmente a vagina e ânus, externamente. Ele estará procurando quaisquer alterações da normalidade (pigmentação, secreções, lesões, padrão de pilificação, etc).
Em seguida, o médico introduz um instrumento chamado espéculo na vagina (conhecido popularmente como “bico de pato”, devido ao seu formato). É feita nova inspeção visual nas paredes internas da vagina e colo do útero. A seguir, o médico provoca uma pequena descamação da superfície externa e interna do colo do útero, com uma espátula de madeira e uma escovinha, respectivamente. As células colhidas são colocadas numa lâmina de vidro (para microscópio) que será encaminhada para análise em laboratório especializado em citopatologia.

Check up de rotina:

Exame: Papanicolau
Objetivo: É o exame padrão para detecção de câncer de colo de útero.
Quem deve fazer: Mulheres que já iniciaram a vida sexual.
Quando deve ser feito: Deve ser realizado anualmente, salvo alguns casos de infecção viral ou alterações no seu tecido.

Exame: Mamografia
Objetivo: Exame padrão para detecção de câncer de mama.
Quem deve fazer: É indicado para mulheres acima dos 40 anos.
Quando deve ser feito: Deve ser realizado anualmente.

Exame: Ultrassom de mama
Objetivo: Detectar lesões, cistos, nódulos e tumores nas mamas de mulheres mais jovens.
Quem deve fazer: É indicado para mulheres jovens, normalmente até os 35 anos, por ser menos invasivo e não comprimir a mama.
Quando deve ser feito: Deve ser realizado anualmente.

Exame: Colposcopia
Objetivo: Detectar a presença de lesões na vagina ou colo do útero e, eventualmente, realizar uma biópsia.
Quem deve fazer: Deve ser realizada por mulheres que tenham tido alguma suspeita após a realização do papanicolau.

Exame: Ultrassom Pélvico
Objetivo: Evidenciar anormalidades no útero e ovários, como cistos.
Quem deve fazer: Mulheres que já iniciaram a vida sexual.
Quando deve ser feito: Deve ser realizado anualmente.

Exame: Pesquisa de Sangue oculto nas fezes
Objetivo: Rastrear câncer colo retal em pacientes mais velhas.
Quem deve fazer: Mulheres que já estão na menopausa e acima de 60 anos.
Quando deve ser feito: Deve ser realizado anualmente.

Outros exames importantes: Exame de sangue para avaliação do lipideograma (colesterol e triglicerídeos) e avaliação hormonal, se necessária.

Tratamento de HPV:

O tratamento contra o HPV pode ser feito com o uso de medicamentos ou até mesmo cirurgia. O objetivo do tratamento não é a eliminação do vírus, porque não existe nenhum tratamento que seja capaz de alcançar esta meta, mas é direcionado para o controle dos sintomas e a eliminação das lesões na pele que são provocadas pelo vírus.
Esses tratamentos não capazes de eliminar o vírus mas são importante para eliminar as lesões, prevenir o contágio para outras pessoas, sendo também útil para prevenir o desenvolvimento de câncer.

DIU:

A sigla DIU significa: dispositivo intra-uterino e se refere ao método contraceptivo em que uma pequena haste em forma de Y é colocada dentro do útero.

Esta pequena haste fica por um tempo dentro do útero (de 5 a 10 anos) e libera substâncias que tornam o útero um local hostil para o espermatozoide, impedindo que ele fecunde o óvulo.

Existem dois tipos de DIU, o de Mirena e o de cobre:

DIU de cobre:
O DIU de cobre, como o nome sugere, é uma haste revestida com este metal. Ele libera pequenas quantidades de cobre no útero, causando algumas alterações no endométrio (tecido que recobre a parte interna deste órgão), no muco e na motilidade das trompas. Ocorre uma reação inflamatória que não faz mal ao organismo, mas torna a região hostil ao espermatozoide

DIU de Mirena:
Esse dispositivo, além de produzir reações inflamatórias no útero, possui em sua estrutura o hormônio progesterona. Esse é liberado aos poucos e uma pequena quantidade pode ser absorvida pela corrente sanguínea, porém, o hormônio restringe-se mais ao útero. Ela atua da mesma forma que o DIU de cobre, causando alterações no útero que impedem a gravidez.

Implante Hormonal Contraceptivo

O implante contraceptivo consiste em uma cápsula ou bastão que é colocado no braço da mulher e libera progestagênios para inibir a ovulação.
Normalmente eles são colocados por um profissional na porção interior do braço, mais ou menos a 8 cm acima do cotovelo na posição vertical. Os implantes podem ficar inseridos no braço da mulher por até três anos. Após esse período, ele deverá ser removido.

Implante de Gestrinona

O mulher que apresenta patologias relacionadas ao estrogênio (como mastopatias) e aquelas com disfunção de sangramento uterino são as mais beneficiadas com esse tipo de método. As patologias mais comuns que podem ser tratadas com uso de Gestrinona são: endometriose, miomatose uterina, mastalgias, TPM, adenomiose, baixa libido, perda de massa óssea e massa muscular.

Implante Hormonal para Menopausa:

Após check up laboratorial e radiológico minunciosos, a reposição dos hormônios estradiol e testosterona em implantes subcutâneos em doses individualizadas e personalizadas, com duração média de um ano, podem trazer a saúde e o bem estar à mulher, nessa fase em que a sabietude e a experiência deve proporcionar a melhor fase da vida das mulheres.

Menopausa / Climatério

Chega aquele momento em que a produção de hormônios diminui drasticamente no corpo das mulheres e sintomas como calorão e oscilação de humor surgem. Saiba que o nome disso não é menopausa. O termo correto é climatério.
A menopausa é o nome da fase quando as mulheres param de menstruar. Antes disso, há outras fases. A menopausa é o ápice do climatério.
O climatério marca o momento em que as mulheres perdem massa óssea, estrogênios e ganham mais massa gorda. O problema é que só passamos a dar atenção a esse momento da vida quando os sintomas começam a aparecer. Cuide da sua saúde, agende suas consultas regularmente e faça o acompanhamento devido.

Endometriose

Mensalmente, o útero se reveste de uma camada chamada “endométrio”, que tem a função de acolher o embrião caso a mulher engravide. Porém, quando não ocorre gestação, essa mucosa se descama e sai pela menstruação. Já em casos da doença, essa camada se instala em outras partes do corpo, como a cavidade abdominal, os ovários e o intestino.

É possível separar em dois os tipos de endometriose: superficial e profunda.
Superficial: É menos agressiva e penetra em menos que a 5 milímetros da superfície do tecido.
Profunda: Caracterizada por lesões maiores do que essa medida, podem atingir diversas partes do corpo, desde trompas até o intestino.

Adenomiose:

A adenomiose uterina é uma doença onde ocorre um espessamento dentro das paredes do próprio útero provocando sintomas como dor, sangramento ou cólicas fortes, especialmente durante a menstruação. Esta doença tem cura através da cirurgia para retirada do útero, porém, este tipo de tratamento só é feito quando os sintomas não conseguem ser controlados com remédios anti-inflamatórios ou hormônios, por exemplo.
Os primeiros sintomas de adenomiose podem surgir 2 a 3 anos após o parto, mesmo nos casos em que a mulher já tem adenomiose desde a infância, e geralmente deixam de surgir após a menopausa, quando o ciclo menstrual deixa de acontecer.

Miomatose Uterina

Miomas uterinos são tumores não cancerosos do útero, que muitas vezes aparecem durante a idade fértil. Eles não estão associados a um risco aumentado de câncer de útero e quase nunca se transformam em câncer. Esse tumor benigno atinge cerca de 50% das mulheres na faixa etária dos 30 aos 50 anos.

Sangramento Uterino Anormal

O Sangramento Uterino Anormal, por ser um sangramento com características diferentes da menstruação, atualmente é definido como a perda excessiva de sangue menstrual, que interfere na qualidade de vida física, social, emocional e/ou material da mulher (ref: HMB. Nice Clinical Guidelines 44).
Ocorre em 30% mulheres anualmente e são responsáveis por cerca de 20% das consultas ginecológicas. 59% das mulheres diagnosticadas com SUA consideravam suas menstruações normais e 41% delas acham que não existe tratamento disponível.
Pode ocorrer em qualquer idade entre a menarca (primeira menstruação) e menopausa (última menstruação), sendo mais frequentes próximos a estes extremos da vida reprodutiva da mulher, logo após a menarca e na perimenopausa.

Ovários Policísticos

A síndrome dos ovários policísticos é chamada de síndrome porque possui um conjunto de sinais e sintomas que podem ou não estar presentes. A doença pode ser mais branda em algumas mulheres e mais exuberante em outras.
As principais características da SOP são a menstruação irregular, que é provocada pelos ciclos anovulatórios (ciclos menstruais em que a mulher não ovula), infertilidade, obesidade, aumento dos pelos e acne. Laboratorialmente é comum encontrar níveis elevados de glicose no sangue. Em cerca de 10% dos casos, a alteração da glicose sanguínea é suficiente para causar diabetes mellitus tipo 2.